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Tema 1: Copa São Paulo de Futebol Júnior, com presença de 88 clubes, é escasso na revelação de novos talentos. Corinthians chega ao heptacampeonato e se consolida na liderança. Tema 2: “caso Kaká” repercute na Uefa e nas colunas dos confrades

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Tema 1: Copa São Paulo de Futebol Júnior, mesmo com a presença de 88 clubes, é escasso na revelação de novos talentos. Corinthians chega ao heptacampeonato e se consolida na liderança

 

A 40ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior chegou ao seu final neste domingo, 25 de janeiro, sem grandes surpresas.

 

A falta de surpresas, pelo aspecto do resultado – Corinthians heptacampeão -, alegrou a Fiel torcida.

 

Por outro lado, esperava-se que alguns jovens talentos surgissem para o futebol brasileiro. Novamente, nenhuma “boa” surpresa.

 

Os que se destacaram na Copinha já eram conhecidos do público e da mídia esportiva. O mais espetacular talvez seja Neymar, de apenas 16 anos de idade e que, a pedido do presidente do Santos, seu clube, já integrará o time profissional a partir de segunda-feira.

 

Outro que desfilou durante o torneio foi o talentoso Oscar, do São Paulo.  Mas essa também não foi uma revelação – o meia, inclusive, jogou a fase nacional da Copa SulAmericana do ano passado, pelo mesmo Tricolor Paulista.

 

Se considerarmos a presença de 88 times e apenas os titulares, chegamos ao número de nada menos que 968 atletas atuando nos gramados do Estado de São Paulo. Henrique, do São Paulo, demonstrou ter faro de gol. E foi só essa a grande novidade. Ou seja, num universo de quase mil jogadores, apenas um pode ser considerado uma revelação.

 

Mas o futebol é tão cruel que esta única novidade de nome Henrique, dificilmente terá qualquer possibilidade de vestir a camisa profissional de seu clube, que conta com Washington, Dagoberto e Borges. Aliás, é possível que até mesmo Borges, um dos principais destaques do tricampeão brasileiro, fique no banco de reservas nesta temporada.

 

Em outras palavras, o principal campeonato da categoria no país, que antes servia para “alimentar” os times profissionais dos grandes clubes de futebol, hoje parece ser “apenas” a celebração do aniversário de São Paulo. Uma espécie de pré-pré-temporada do futebol no Brasil. Sim, porque até mesmo os campeonatos regionais são vistos, pelas principais agremiações, como uma pré-temporada de luxo, visando as competições que realmente tem importância, como o Brasileiro, a Copa do Brasil e a Libertadores.

 

O problema no futebol brasileiro é que as revelações estão realmente escassas. Mas não é por culpa da Federação Paulista que, ao menos, faz sua parte. A escassez se traduz pela venda cada vez mais cedo dos jogadores que demonstram ter qualidades acima da média. Alexandre Pato, revelação do Internacional-RS, é um ótimo exemplo. Foi para o Milan antes mesmo de completar 18 anos. Antes mesmo de tirar sua carta de motorista...

 

Não demorará muito e o Brasil perderá a identidade com o seu próprio futebol. A formação de um jogador de futebol, no nível profissional, tem que passar pelas categorias principais. E, se isso não acontece, a própria seleção brasileira terá zagueiros jogando no estilo alemão, volantes jogando no estilo espanhol e atacantes jogando no estilo italiano. O estilo brasileiro está por um fio, como está a própria Copa São Paulo de Futebol Júnior e suas não-revelações.

 

 

Tema 2: “caso Kaká” repercute na Uefa e nas colunas dos confrades

 

A oferta milionária dos árabes pelo futebol de Kaká, do Milan, rendeu grandes repercussões no mundo do futebol.

 

Não poderia ter sido diferente na mídia esportiva, que ainda debate exaustivamente o tema. Tema este que, aliás, não parece ser de tão fácil compreensão.

 

Alguns consideram a recusa do jogador uma prova de amor às cores do time milanês. Mas há quem também defenda outras teses, como foi o caso do gerente de futebol do Corinthians e ex-jogador de futebol Antônio Carlos. Para ele, foi uma grande jogada de marketing, tanto de Kaká, quanto do Milan de Sílvio Berlusconi.

 

Seja por devoção, seja por estratégia, o fato é que parece existir uma movimentação da Uefa – entidade que reúne os principais clubes europeus – em inibir a entrada dos petro-dólares que já começam a incomodar. Para tanto, já se discute a possibilidade da criação de um teto salarial que, segundo um dirigente alemão (Bayern de Munique), já seria válido para as oitavas-de-final da temporada atual da Copa dos Campeões, principal competição inter-clubes do continente.

 

Os confrades não deixaram de emitir suas opiniões, seja através das suas próprias colunas, seja através de comentários.

 

Então, não deixe de acompanhar a coluna Contraponto (de 20 de janeiro), do confrade Crestana, e a coluna Filosofia do Esporte (de 24 de janeiro), do confrade Marcelo Nacle. Abaixo de suas colunas, na seção comentários, você também pode ler o que pensam outros confrades acerca do tema, como é o caso dos confrades Roberto Cardoso e Roberto Martinho. Até mesmo o confrauta Roberto Davini dá seu pitaco, direto dos EUA.

 

E você, o que pensa sobre a recusa de Kaká?

 

 

Confraccios.

 

 

A Confraria dos Esportes parabeniza a cidade de São Paulo pelo seu aniversário: Confrabéns.

 

 

 

A equipe da Confraria dos Esportes

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